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sexta-feira, 22 de março de 2013

Eu Não Entendo


Por que você não disse que viria?
Logo agora que eu tinha
Me curado das feridas
Que você abriu quando se foi
Por que chegou sem avisar?
Eu queria tempo pra me preparar
Com a roupa limpa, a casa em ordem
E um sorriso falso pra enganar
Eu não entendo a sua volta
Eu não entendo a sua indecisão
Num dia sou o seu grande amor
No outro dia não, não, não
Por que a surpresa da sua volta?
Justo quando eu tento vida nova
Você vem pra perguntar
Se tudo que eu sentia acabou
Você até parece um vício
Que largar é quase impossível
Exige muito sacrifício
E quando eu me considerava limpo
Vem você pra me oferecer mais
Vem você pra me oferecer mais,mais, mais!
Eu não entendo a sua volta
Eu não entendo a sua indecisão
Num dia sou o seu grande amor
no outro dia não...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A rã e o touro



 Soberbo e possante touro passeava pelas vizinhanças de um charco; viu-o uma rã, e logo dominada pela inveja, quis igualá-lo e ser como ele começou a inchar-se, e quando mais não pôde, perguntou às outras rãs:— Que lhes parece, manas? já não estou do tamanho do boi?
— Nem chega perto, respondem-lhe elas. A rã fez dobrado esforço:
— E agora? disse. As outras riram-se. Indignada com este escárnio, a rã incha-se tanto, estica afrouxa a tênue (fina e frágil) pele, que se arrebenta.
MORALIDADE: A inveja, vício tão comum, é a origem de todas as desgraças do homem; como a rã, o invejoso quase sempre se arrebenta.