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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Só por Hoje...

Só por hoje, direi que estou de mal com a depressão, e se ela der as caras, aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.
Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que, se antes eu era porque era o que eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou.
Como penso que sou feliz, logo sou.
Só porque hoje, direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida.
Só por hoje, tomarei um porre de alegria!
Só por hoje, rirei à toa e contarei a mim mesmo uma piada tão velha quanto a história daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes.
Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda opinião contrária.
Só por hoje, acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo.... Já estou rindo.
Só por hoje, informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.
Só por hoje, guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo.
Só por hoje, estarei tão bem-humorado que rirei até daquele anúncio que diz: "Vende-se uma mala por motivo de viagem".

Só por hoje, admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz.

Só por hoje, estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade.

Só por hoje, expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom-humor.

Só por hoje, abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e deverti-la-ei com conversas agradáveis e positivas.

Só por hoje, me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e me casarei indissoluvelmente com a felicidade.

Só por hoje, hastearei a bandeira do bom-humor sobre o meu próprio território.

Só por hoje, decidirei que sou definitivamente feliz...

Só por hoje... e o hoje é cada novo dia em nossas vidas! Tenha, só por hoje, um dia de eterna felicidade! E lembre-se de tudo isso amanhã, depois e depois.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Riqueza e a Pobreza

Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.
Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre.
Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
"- O que achou do que viu?"
O filho respondeu:
"- Foi muito legal, pai !"
"- Você viu como as pessoas pobres podem ser? "
O pai perguntou.
"- Sim." - respondeu o filho.
"-E o que você aprendeu ?" - o pai perguntou.
O filho respondeu:
"- Eu vi que nós temos um cachorro em casa e eles tem quatro."
"- Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim e eles tem um riacho que não tem fim."
"- Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz e eles tem as estrelas e a lua."
"-Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles tem uma floresta inteira."
Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.
Seu filho acrescentou:
"- Obrigado pai, por me mostrar quanto pobres nós somos !"
Não é verdade que tudo depende da maneira como você olha para as coisas?
Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo!

A Menina e o Pássaro Encantado

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades... 
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. 
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão. 
"- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você...". 
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça. 
"... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes." 
E de novo começavam as estórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. 
Mas chegava sempre uma hora de tristeza. 
"- Tenho que ir", ele dizia. 
"- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....". 
"- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. 
- Eu também vou chorar. Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar." 
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma ideia malvada. 
"- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz". 
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. 
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. 
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. 
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro. 
"- Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora..." 
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. 

Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. 
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... 
Até que não mais aguentou. Abriu a porta da gaiola. 
"- Pode ir, pássaro, volte quando quiser...". 
"- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...". 
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia. 
"- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...". 
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos... 
"- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje..." 
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar. 
Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama... 
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: 
"- Quem sabe ele voltará amanhã..." 
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Trem da vida


A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.
Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos

s com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.
Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!
Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.
Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro. No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.
O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento
estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar. Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
AMIGOS os, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.