Doação
de sangue é
o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado
para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para um uso subsequente em
uma transfusão de sangue.
Trata-se de um processo de fundamental importância para o funcionamento de um hospital ou centro de saúde.
Por
que doar sangue
Todos os procedimentos médicos
que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e
seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os
bancos de sangue por meio das doações, que não engrossam nem afinam o sangue do
doador. É fácil e seguro, e não se pode mentir nem omitir informações, pois
quem recebe o sangue pode ser contaminado.
Doar sangue é um procedimento
simples, rápido, sigiloso e seguro. Para o doador em geral não há riscos, porém
algumas complicações podem eventualmente aparecer:
§ Queda de pressão e
tontura
§ Hematoma no local
da picada
§ Náusea e vômito
§ Dor local e
dificuldade para movimentação do braço
§ Desmaios
Requisitos
para a doação
Quem pode doar
No Brasil, qualquer pessoa
poderá doar sangue, desde que sejam observadas algumas condições, a fim de
garantir a segurança e a qualidade do procedimento:
Por
que doar sangue
Requisitos
para a doação
§
Ter entre 16 anos e 65 anos (doadores entre 16 e
17 anos com consentimento formal do responsável legal)
§
Ter peso acima de 50 kg
§
Se homem, não pode ter doado há menos de 60(90)
dias
§
Se mulher, não pode ter doado há menos de 90(120)
dias
§
Ter passado pelo menos três meses de parto ou
aborto
§
Não estar grávida
§
Não estar amamentando
§
Estar alimentado e com intervalo mínimo de duas
horas do almoço
|
§
Ter dormido pelo menos seis horas das 24h que
antecedem a doação
§
Não ter feito tatuagem, piercing ou
acupuntura há menos de um ano
§
Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de um ano
§
Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas
que antecedem a doação
§
Não ser usuário de drogas
§
Não ser portador de doenças infectocontagiosas
como sífilis, doença de chagas e HIV (I ou II)
|
Quem não deve doar
Não devem doar sangue as
pessoas que se enquadrarem em uma das condições abaixo:
Por segurança se:
§
Alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
§
Sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com
múltiplos(as) parceiros(as) ocasionais ou eventuais sem uso de preservativo.
|
Se o seu parceiro
sexual:
§
É soropositivo, ou seja, se é portador do Vírus de
Imunodeficiência Humana – VIH (HIV);
§
Ou portador crônico do Vírus da Hepatite B e
Hepatite C – VHB, VHC.
|
Ou
ainda se:
§
Fez endoscopia nos últimos 6 meses;
§
Fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
§
Fez transfusão;
§
Fez transplante de córnea ou dura-máter;
§
Fez tratamento com hormona de crescimento,
pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
§
Foi operado nos últimos 6 meses;
§
Teve câncer (inclusive leucemia). Antecedentes de
carcinoma in situ da cérvix uterina e de carcinoma basocelular de pele não
impedem a doação de sangue [1]
|
§
Tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou
Hipertensão grave;
§
Tem história familiar de Doença de
Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
§
Teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
§
Teve parto nos últimos 6 meses;
§
Teve um(a) novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos
6 meses.
|
Procedimentos
A coleta de sangue para doação
consiste na retirada de cerca de 450ml de sangue, através do uso de material
descartável, de uso único e estéril. O tempo de permanência do doador no Banco
de Sangue, incluindo coleta e triagem, é de aproximadamente 12 minutos
No Brasil, o Ministério da Saúde exige
a realização de alguns procedimentos específicos antes e depois da doação, a
fim de prevenir complicações para o doador e contaminação para o receptor
durante o período de janela imunológica de
doenças.
Antes da doação, o candidato
irá passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas
algumas condições adicionais que possam impedir a doação. Após cada doação
serão realizados os seguintes exames no sangue coletado:
§ Tipagem sanguínea
ABO e Rh
§ Pesquisa de
anticorpos eritrocitários irregulares (PAI)
§ Teste de Coombs Directo
§ Fenotipagem do
Sistema Rh (D,C,E.c,e), Fenotipagem de outros sistemas
§ Testes sorológicos
para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II
Esse procedimento se repetirá
após cada doação e os resultados serão comunicados ao doador.
Cuidados
após a doação de sangue
§ Permaneça pelo
menos 15 minutos após a doação em nossos serviços para que possamos observá-lo;
§ não fume na 1ª
hora após a doação;
§ tome bastante
líquidos (ex.: água, suco, chá);
§ evite atividades
físicas vigorosas ou que coloquem em risco a sua segurança e a de outros nas
próximas 12 horas;
§ evite utilizar
intensamente o braço onde foi realizada a punção;
§ comunique o
Serviço de Hemoterapia caso você queira informar algo que omitiu na entrevista
ou achar que seu sangue pode ser prejudicial a outra pessoa;
§ procure o Serviço
de Hemoterapia caso apresente qualquer problema que você ache que possa estar
relacionado com a doação;
§ utilize o
telefone: 08009796049 para esclarecer qualquer dúvida;
§ respeite o
intervalo mínimo entre as doações, 2 meses para o homem e 3 meses para a
mulher;
Maior
doador de sangue
O catarinense Orestes
Golanovski foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
como o Maior doador de sangue do país, entrando em 2011 para o RankBrasil – Recordes Brasileiros. Até junho de 2006, ele
já havia feito 187 doações. O recordista doou sangue até completar 65 anos,
idade limite para a ação solidária.
Direitos
No Brasil
A lei nº 10.205, de 21 de
março de 2001, regulamenta o §4º do art. 199 da Constituição Federal,
relativo à coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do
sangue, seus componentes e derivados e estabelece o ordenamento institucional
indispensável à execução adequada dessas atividades.
No Brasil, trabalhador sob o
regime da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) poderá deixar de comparecer ao serviço, sem
prejuízo do salário, por um dia, em cada doze meses de trabalho, em caso de
doação voluntária de sangue devidamente comprovada (art. 473 da CLT). Os funcionários públicos civis
federais, sem qualquer prejuízo, podem se ausentar do serviço por um dia para
doação de sangue, sem limite anual de doações (art. 97 da lei nº 8.112/1990). E
após três doações anuais é possível pagar meia entrada em eventos culturais.
Há ainda a lei federal nº
1.075, de 27 de março de 1950, que permite que a doação de sangue seja incluída
na folha de serviço de funcionário público civil ou militar e que, não se
enquadrando nestas categorias, que o doador seja incluído entre os que prestam
serviços relevantes à sociedade e à Pátria.
Nas Unidades Federativas
No estado de Mato Grosso, a lei nº 7.713, de 12 de setembro de 2002,
autoriza o doador regular de sangue a receber isenção do pagamento de taxas de
inscrição em concursos públicos promovidos pelo Governo do Estado. Para tanto,
deverá apresentar documento comprobatório padronizado de sua condição de doador
regular expedido pelo Banco de Sangue, público ou privado, autorizado pelo
Poder Público, em que faz a doação.
No estado do Paraná, a lei nº 13.964, de 20 de dezembro de 2002, concede ao
doador regular de sangue desconto de 50% (cinqüenta por cento) em Eventos
Culturais Artísticos no estado. Para tanto, o doador deve estar registrado no
hemocentro e nos bancos de sangue dos hospitais do estado, identificado por
documento oficial expedido pela Secretaria de Estado da Saúde.
No Distrito Federal, a lei nº
1.321, de 26 de dezembro de 1996, prescreve que os doadores regulares de sangue
ficam dispensados do pagamento de taxa de inscrição em concurso público para
preenchimento de vagas na administração pública direta, indireta e fundacional
do Distrito Federal e da Câmara Legislativa, sendo necessária a comprovação de
pelo menos três doações de sangue realizadas no período de um ano antes da data
final das inscrições cuja isenção seja pleiteada.
No estado de São Paulo, a lei nº 12.147, de 12 de dezembro de 2005, também
autoriza o doador de sangue a ser isento do pagamento de taxas de inscrição nos
concursos públicos realizados pela Administração Direta, Indireta, Fundações
Públicas e Universidades Públicas do Estado. Para ter direito à isenção, o
doador terá que comprovar a doação de sangue, que não poderá ser inferior a 3
(três) vezes em um período de 12 (doze) meses.
No estado de Santa Catarina, a lei nº 10.567, de 7 de novembro de 1997, o
doador de sangue fica isento do pagamento de taxas de inscrição a concursos
públicos realizados pelo estado, equiparando-se a doador de sangue para os
efeitos desta lei, a pessoa que integre a Associação de doadores e que
contribua, comprovadamente para estimular de forma direta e indireta, a doação.
A comprovação da qualidade de doador de sangue será efetuada através da
apresentação de documento expedido pela entidade coletora, que deverá ser
juntado no ato de inscrição e deverá discriminar o número e a data em que foram
realizadas as doações, não podendo ser inferior a 03 (três) vezes anuais.
No estado do Ceará, a lei nº 12.634, de 14 de novembro de 1996, dispõe que
s servidores estaduais farão jus ao cômputo de 01 (uma) semana para efeito de
contagem de tempo de serviço para aposentadoria, a cada doação de sangue
efetuada exclusivamente nos Hemocentros, entidade vinculada à Secretaria de Saúde
do Estado do Ceará - SESA-CE, mas isto vale apenas para aqueles que comprovarem
a doação até o advento da Emenda Constitucional nº 20/98, de 15 dezembro de
2008, deve pleitear, através de requerimento, a averbação desse tempo, pois a Constituição Federal estabeleceu
que a ``a lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de
contribuição fictício´´. Ainda, a lei nº 12.559, de 29 de dezembro de 1995,
a exemplo de outras unidades federativas, estabeleceu que os doadores de sangue
que contarem o mínimo de 02 (duas) doações, num período de 01 (um) ano, estarão
isentos do pagamento da taxa de inscrição em concursos públicos estaduais,
realizados num prazo de até 12 meses decorridos da última doação.
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