A redução da velocidade das funções cerebrais à má qualidade de sono. A maioria dos neurônios é afetada quando o indivíduo dorme pouco e as áreas do cérebro mais prejudicadas são o neocórtex, as amígdalas cerebrais e o hipocampo. "Estes órgãos comandam a memória, as emoções e a cognição. A privação de sono causa déficits na cognição, atenção e concentração, altera as emoções e afeta a memória".
Dormir pouco também favorece o surgimento de diversas patologias, como obesidade, problemas cardiovasculares, hipertensão, depressão, diabetes, fadiga crônica, ansiedade e impotência sexual. O ronco, a insônia e a síndrome da apneia obstrutiva do sono são os distúrbios mais comuns que afetam o sono. "A apneia é caracterizada pela interrupção repentina e breve da respiração. Os episódios podem se repetir várias vezes durante a noite, reduzindo a oxigenação do cérebro".
As interrupções da respiração provocadas pela apneia impedem que o sono progrida para as suas fases mais profundas. Mesmo quando o fluxo de ar não é interrompido totalmente, mas é reduzido de 30% a 50%, caracterizando a hipopneia, a saúde é afetada. Sudorese noturna, dores de cabeça matutinas e redução da libido são outras queixas comuns dos pacientes. "Os distúrbios do sono atingem pessoas de qualquer idade, inclusive crianças. A polissonografia (um exame específico, que descreve a 'arquitetura' do sono) ajuda no diagnóstico e o tratamento deve ser realizado - na dependência da gravidade de cada caso - em parceira com profissionais da Medicina do Sono e da Odontologia do Sono".
Distúrbios do Sono tem evoluído sobremaneira, tanto na parte científica quanto técnica/tecnológica, propiciando uma das formas de tratamento que é mais fácil adaptação, utilizando os aparelhos intrabucais que possibilitam fazer o ar inspirado pelo nariz passar pela orofaringe (a região da faringe que faz contato com a boca) sem sofrer com as obstruções que ali podem estar presentes.
Para dormir melhor, a chamada 'profilaxia para um bom sono', os dois especialistas recomendam:
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