Já tendo crescidinhos os filhotes, a sabiá largou uma vez o ninho, para ir em busca de alimento. De volta notou próximo a seu ninho um gavião. A mãe-sabiá, espavorida com a presença da ave de rapina, não fugiu, pois era mãe, e procurou com súplicas salvar a prole (filhotes). “Bem,” disse o gavião, “não matarei teus filhos, se quiseres cantar alguma coisa que me divirta.” Impondo silêncio à sua aflição, cantou a sabiá as suas mais belas e mais suaves melodias. Não presta, não presta, bradava o gavião. É velha como minha avó esta música. Disse e ia devorar os filhinhos da sabiá; Nisso, atraído pelo canto da sabiá, chega um caçador, que mata o gavião.
MORALIDADE: O malvado que escarnece do desgraçado, acha sempre castigo imediato.
Nenhum comentário:
Postar um comentário