Uma raposa tinha um rabo tão comprido e peludo, o qual andava sempre caído, sem graça, arrastando e varrendo o chão. Um macaquinho, que tinha uma cauda tão pelada, andava sempre triste e abatido, disse:
— Camarada raposa, você pode me ajudar. Dê-me o que sobra de sua cauda para suprir o que me falta; assim eu fico feliz com uma cauda bonita e você ficará mais elegante e mais leve.
— Prefiro ter a minha cauda assim mesmo pesada e arrastando, do que dar-lhe uma parte. Cada um com o que é seu, cada um por si, disse a raposa.
MORALIDADE: Há muitos que antes querem conservar coisas inúteis e até nocivas (materialismo – conhece alguém assim ?), só por serem suas, do que doá-las a alguém que, aproveitando-as, retribuir-lhes-ia com tesouros que nunca são excessivos, ou seja, às bênçãos dos desvalidos.
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